Bem-vindo ao WordPress.com

Use este modelo para fornecer aos seus leitores algumas informações importantes.

Chamada para ação

Bem Vindo!

Desfrute da informação que dispomos, que foi recolhida de forma a ajudá-lo.

  1. O que o trouxe a este Blog?
  2. Será que te irá dar respostas ao que procuras?
  3. A informação foi útil?

São estas algumas das perguntas que queremos que saibas responder no final da Visita.

Boa continuação!

Introdução

O Consumo ao longo da história Humana tem-se vindo a alterar, de forma bastante acentuada e complexa.

Na antiguidade tal como a história ressalva, as formas de consumo eram essencialmente feitas de forma a satisfazer e os “sustento” ou a condição de recolector que o humano ocupava, de modo a suprir as suas necessidades primárias individuais. Com o passar dos tempos as sociedades evoluíram e iniciaram-se as pequenas trocas comerciais, que no fundo deu início aos primeiros mercados comerciais, que eram essencialmente troca-por-troca de produtos. Neste mercados a definição de consumo era bastante óbvia e pouco complexa, porque até à introdução da moeda no sistema comercial, eram realizados consumos de forma instintiva e as trocas eram feitas essencialmente consoante o grau de importância que as duas partes envolvidas atribuíam em termos de valor ao produto de troca.

O consumo mudou?

 

Na linha de raciocínio introdutória, o Consumo da actualidade, alterou-se profundamente, e certamente perguntam-se: – Em que medida?

O consumo alterou-se na sua substância de forma total, e é muito difícil de definir uma definição para o que é consumo, devido à sua inconsistência de significado, dito isto, à sua complexidade como termo e agente reactivo à mudança.

Cingindo-nos ao caso Português, está bem presente que o Império Português foi essencial para a mudança de paradigmas de comércio internacional. Estamos desde já recordados, que Portugal foi uma Nação Colonizadora e existem elementos históricos que comprovam que Portugal na época dos descobrimentos era um dos maiores transportadores comerciais de escravos, especiarias, tecidos, ouros, pratas, café, entre outras matérias-primas que só existiam em algumas partes do globo na época.

Toda esta abertura, ao mundo fez com que os padrões de distância se alterassem e novos paradigmas aparecessem.

Novas formas de consumo surgem no meio de novos paradigmas, com este novo esquema global de importações.

Avancemos para a época da revolução industrial. Com a descoberta da máquina a vapor, as distâncias que já haviam sido encurtadas por via marítima através dos descobrimentos, foram ainda mais encurtadas com as invenções de barcos e comboios a vapor.

  • Robert Trevitchik inaugura em 27 de Setembro de 1825, a primeira estrada de ferro de 14 km que liga Darlington e Stockton ( Velocidade média: 24Km/h
  • 1830 aparecimento da linha de Manchester, de 25 km ( velocidade média 58 Km/h.

fonte: http://sociedadeespaco.blogspot.pt/2012_07_01_archive.html

O que pretendo demonstrar-vos com esta imagem?

Com esta imagem pretendo que percepcionem bem a importância da descoberta das máquinas a vapor para o aparecimento de novos meios de transporte no mundo actual. A Humanidade em menos de 200 anos (1804-1945), registou avanços tecnológicos que tiveram impactos nos diversos paradigmas a nível económico, social, político e cultural.

O mundo entrava numa nova fase de Globalização que é um fenómeno muito importante, para percepcionar a evolução do consumo e do seu significado no dia-a-dia.

Na actualidade, observamos a um nível incontável de troca de informação, de ideias e conhecimentos que alteraram os paradigmas de consumo, e principalmente de todo o processo a que este é sujeito, até chegar aos ditos consumidores. Para uma maior compreensão dos conceitos consumo e comércio, remeto-vos para uma obra que elucidar-te-á, da complexidade que é definir estes 2 conceitos chave:

Autor:  Mark Jayne  Título:  Capitulo 1– Cities of Consumption (Routledge critical introductions to urbanism and the city) Revista/Livro: Routledge Editor: Routledge Cidade Edição:  Londres     Tema:  Introdução de Cidade e Consumo

De forma a simplificar-vos a procura de conclusões deixo-vos com um pequeno resumo da leitura efectuada por mim deste primeiro e interessante capítulo.

Resumo da leitura e observação crítica: 

Com a leitura do capitulo 1 do texto “Introducing Cities and Urban Consumption”, ficou mais que evidente ao longo da análise que existiu por parte do autor uma enorme revisão literária que lhe permitiu partir em desmistificação dos conceitos “cidade” e “consumo”.

A “cidade” e o “consumo” surgem neste capítulo como dois elos indispensáveis para que se possa obter um elevado grau de entendimento do Mundo Contemporâneo.

O “consumo” que é o acto de adquirir, na sua ideologia mais simplicada, neste texto surge com uma notoriedade mais alargada e com o seu significado mais amplo, onde se caracteriza pela sua função de acção, acção esta que se verifica como dinamizadora de economias nas mais diversas escalas: politica, económica, cultural e social, sendo que este consumo ainda pode ser privado ou público e pessoal ou colectivo.

A demarcação do conceito “cidade” para além do seu sentido mais estrutural (edifícios e construções), é especialmente afectada pela relação próxima com o conceito “consumo”. Isto dito porque a “cidade moderna” é marcada e caracterizada pelas funções que se desenvolvem no seu seio, e o “consumo” assume de tal forma um papel tão preponderante na definição do conceito “cidade” que a sua acção sobre as cidades, tal como o autor sustenta, tende a estabelecer “espaços e lugares” de forma consequente observando-se uma dinâmica de consumo conpíscuo, e assumindo a prática do “consumerismo” como um estilo de vida.

Toda esta acção do consumo está de tal forma tão bem interiorizada nas dinâmicas das cidades da actualidade que se observa um padrão de indústria extremamente organizada em torno da prática do “consumo”, criando de tal forma, um conceito descrito na obra de “ urban life” totalmente ligado ao acto de consumir, que se assume como “lugares ou espaços de cruzamentos” do consumo individual e colectivo.

A “cidade” neste capítulo, é associada a consumidora de espaços que por sua vez consomem os consumidores desses espaços ou lugares.. A “cidade contemporânea” na sua orgânica define-se pelo “consumo”, e esta proximidade de conceitos, na realidade também gera os seus problemas que no texto surgem como “Have nots”. O “consumo” tem uma característica de polarização e esta polarização gera assimetrias na sua acção associadas à iniquidade da capacidade de poder compra,o que por sua vez, gera zonas marginalizadas pela incapacidade de acção no consumismo da sociedade contemporânea, zonas estas que se nomeiam de guetos/ zonas pobres ou marginalizadas onde a incapacidade de acção na esfera do “consumo” segrega por classes e etnicamente.

Este tipo de segregação, por se tornar se tornar a maior contrariedade dos conceitos de “cidade e consumo” e é importante salientar que o “consumo” é uma acção que divide e exclui oportunidades. O padrão de consumo, na “cidade contemporânea” define a nossa posição social mais do que o nosso emprego/ trabalho, onde alguns teóricos, acham que como gastamos o nosso dinheiro é mais importante importante do que como o ganhamos.

Em todo o texto, é-nos colocado várias perpectivas de análise, sustentadas numa revisão literária, da análise e exemplo do autor sobre perpectivas como: cidade moderna/ posmoderna, fordista/posfordista, indústrial/pósindustrial e ainda a cidade vista sob o ponto de vista Marxista, ligado à ideia de produção igual ao consumo. Em jeito de conclusão, a “cidade é quase na sua totalidade sobreposta pelo consumo, mas a única maneira de verificar a alteração deste tipo de sobreposição  é efectuada pelo seu papel de edificabilidade, literatura, história associada à cidade e que por vezes se encontra ofuscado devido ao desgaste que decorre da funcionalidade das cidades.

Eu penso que no fundo com este capítulo introdutório, o autor tenta definitivamente apelar para a relatividade da definição dos conceitos estudados porque não existe um padrão correcto nem errado, cada “cidade” tem os seus padrões de “consumo” que podem ser descritos de varias razões.

Anúncios

Adicione um vídeo

O modelo de Página Inicial inclui uma seção de vídeo, além de um pouco de conteúdo.

Chamada para ação